Com a indústria brasileira entrando em um novo ciclo de modernização, os principais eventos de 2025 — EXPOMAFE, Intermach, SIM e Mercopar — mostraram muito mais do que máquinas e demonstrações. Eles revelaram, de forma clara, como as empresas estão redesenhando suas estratégias de investimento para 2026.
As conversas nos estandes, as dúvidas dos compradores e até as análises de processo feitas no local apontam para uma mudança importante: o foco deixou de ser “a máquina consegue fazer?” e passou a ser “essa máquina consegue aumentar minha eficiência e estabilidade de produção?”.
Tendência 1: busca crescente por eficiência mensurável
Nas conversas deste ano, ficou evidente que os compradores estão muito menos interessados em números isolados e muito mais em resultados práticos. Perguntas diretas como estas se tornaram padrão:
Quanto essa máquina economiza de mão de obra por ano?
Qual é a produtividade média por hora em operação contínua?
O equipamento possui recursos automáticos para reduzir etapas manuais?
É possível monitorar dados básicos de produção?
Ou seja, o critério de escolha deixou de ser apenas capacidade técnica e passou a ser impacto real no rendimento da fábrica.
Tendência 2: reduzir dependência da mão de obra tornou-se prioridade
Com custos trabalhistas elevados, alto índice de rotatividade e desafios recorrentes de qualificação, as empresas brasileiras estão buscando cada vez mais soluções que diminuam a dependência de operadores experientes. Por isso, vimos grande interesse em:
Sistemas automáticos de carregamento e descarregamento
Ajuste automático de foco e posicionamento
Redução do número de etapas manuais
Processos mais estáveis para minimizar erros humanos
A mensagem é clara: estabilidade operacional vale tanto quanto — ou até mais do que — velocidade.
Tendência 3: mais atenção à consistência e confiabilidade do processo
Muitos profissionais foram diretos ao ponto:
“Velocidade não resolve se a máquina não for estável.”
Por isso, grande parte das conversas girou em torno de:
Capacidade de operar longas horas com consistência
Repetibilidade do corte e qualidade final
Ajustes rápidos entre diferentes espessuras de material
Menor variação de desempenho entre turnos
Isso mostra uma maturidade maior do mercado: as empresas querem crescimento sustentável, não apenas picos de produtividade.
Tendência 4: os eventos de 2025 são apenas o começo — o planejamento já mira 2026
Embora os eventos de 2025 tenham sido importantes, ficou claro que o foco dos compradores já está voltado para o ciclo de investimentos de 2026. Duas conclusões se destacam:
Automação e otimização de processos serão a próxima grande onda.
Não apenas para economizar mão de obra, mas para garantir previsibilidade.
Retorno mensurável será determinante em qualquer decisão de compra.
As empresas querem números claros: quanto aumenta a produção, quanto reduz o custo por peça e quanto diminui o tempo de setup.
Ou seja, 2026 será um ano guiado por soluções completas — não apenas máquinas isoladas.
Nosso papel nos eventos: ajudar o cliente a encontrar o caminho da eficiência
Durante os quatro eventos, nosso trabalho foi muito além de apresentar máquinas. As conversas mais profundas envolveram:
Análises de gargalos reais na linha de produção
Discussões sobre como tornar o corte mais estável
Identificação de pontos onde a automação traz mais retorno
Estratégias para melhorar resultados em diferentes materiais e espessuras
Avaliação de quando soldagem ou limpeza a laser podem substituir processos tradicionais
Os compradores não estão atrás de especificações — estão atrás de soluções aplicáveis.
Conclusão: os eventos terminam, mas a transformação continua
EXPOMAFE, Intermach, SIM e Mercopar trouxeram uma visão clara da direção que o setor está tomando.
A indústria brasileira está acelerando em direção a:
maior automação,
mais estabilidade operacional,
decisões baseadas em retorno real.
E, nesse processo, nosso compromisso permanece o mesmo:
oferecer tecnologias de corte, soldagem e limpeza a laser que ajudem as fábricas a aumentarem produtividade, reduzirem dependência de mão de obra e alcançarem resultados mais consistentes.